OS VOOS DA MINHA POESIA
Em que outra liberdade é que os anima
Meus versos quase ficam renitentes
Que tentam escapar-se para a rima.
E se acaso o metro afasto, entrementes
Como que um espartilho, que me oprima
Choram pena e papel, choros plangentes
E o metro vitorioso, oscula a lima!
Gosto de rima e metro bem casar,
E fazer de meus versos, paladinos
De união co’ a rotina por norma;
Tem sido sempre assim o meu poetar
– A meus versos, rumar-lhes os destinos –
E raramente faço de outra forma.
2004
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