Eis o meu segundo blogue, iniciado em janeiro, do ano de 2011 - para terminar em janeiro do ano que vem; portanto ao ano de atividade.É feito (sensivelmente) nos mesmos moldes desse meu outro - Samy-art - com poesia, pintura, escultura, artesanato, entre outras coisas; no entanto com a sua própria personalidade, marcando em certas coisas a diferença e onde cada dia que passa a inserção do fator surpresa, tem em mim forte carga intuitiva.Obrigada. A autora
domingo, 13 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
INTROSPEÇÃO - Do livro ( a editar) "DEAMBULANDO POR CAMPOS BIOGRÁFICOS"
INTROSPEÇÃO
Meia parte do mundo, de hora a hora
Afugenta o amor, feito um intruso;
Crendo num lado a roca, noutra o fuso
E que é assim que a vida, bem se explora.
Logo, de gente, tal parte, que se aparte
Será por crê-la opção de mais coeerência
E mero engano, um bem que muito enfarte…
E a que se deverá tal julgamento?
Arbítrio assim, que tende ao compulsivo?
Será mesmo a rotina, o grão motivo,
Tendo-a por obsoleto monumento?!...
E o "todo-sempre", então tornado em lenda,
Eis que finda união - feita aprazada - ;
Sem optar-se fazer-lhe a corrigenda...
Meia parte do mundo, de hora a hora
Afugenta o amor, feito um intruso;
Crendo num lado a roca, noutra o fuso
E que é assim que a vida, bem se explora.
Logo, de gente, tal parte, que se aparte
Será por crê-la opção de mais coeerência
E mero engano, um bem que muito enfarte…
E a que se deverá tal julgamento?
Arbítrio assim, que tende ao compulsivo?
Será mesmo a rotina, o grão motivo,
Tendo-a por obsoleto monumento?!...
E o "todo-sempre", então tornado em lenda,
Eis que finda união - feita aprazada - ;
Sem optar-se fazer-lhe a corrigenda...
2009
quinta-feira, 10 de março de 2011
DUM GENUÍNO CHÁ, SEM HORA - ( ENTRE QUINTA E SEXTA -2011/03/10 ) Do livro:"PROPENSÕES MUSAIS"

DUM GENUINO CHÁ, SEM HORA
Se cheira a “rosmaninho e hortelã”
É boa educação, que no ar anda;
Que se acaso for má, essa tresanda
E há quem garanta ser, falta de “chã”…
Falta, que em vez de unir, demais afasta
Ou mesmo até envolve em soez trama;
Esfria ou gela mesmo, forte chama
Podendo ser razão de quem se agasta…
Logo desfeita assim, há que vaiá-la
Repetir-se em pensantes, não convém;
Já que há imensa gente a acusá-la
De coisa ser, que não cativa alguém.
E essa “falta de chá”, dada em estrago
Além de um falso beijo ou falso amplexo,
Será cá este mundo, a dar o pago,
É cá que punir-se-á o agir complexo.
quarta-feira, 9 de março de 2011
VITORIADOR TOTAL - Do livro: "DEAMBULANDO POR CAMPOS BIOGRÁFICOS"
VITORIADOR TOTAL
Sempre que tem de repto um confirmar
Consegue alguns receios, pôr de lado
E quando dá por certo, o triunfar,
De narcisismo, não mostra um esgar
Garantindo, transposto um tal estado;
Sobre a sua coragem impulsiva
Não há qualquer receio, que a afete,
E acredita o deixar “barco” à deriva
Deliberação, sempre negativa
Se o ato, cobardia em si reflete.
E quanto a garantia vacilante,
Crê da vitória o canto, algo insensato;
E duma sensatez bem revelante
Respeitar o rival –seu semelhante
Sob a forma dum consciente recato.
2010
segunda-feira, 7 de março de 2011
DA INCLINAÇÃO À PAIXÃO- ( O POEMA DA SEMANA -2011/03/07 - Do livro: "DEAMBULANDO POR CAMPOS BIOGRÁFICOS"
DA INCLINAÇÃO À PAIXÃO
Se aquando o despertar de uma flamância
Há quem, a firme crença, pouco custa...
Há quem opte manter certa distância
No sufocado ardor, ou inconstância,
De toda a relação, pouco robusta….
Usar desse protótipo pragmático
– E sem apadrinhar meio-termismo –
Tem um concerne em si, bem sintomático,
De ser de alguns desaires, profilático
Como: o asselvajar e o comodismo...
E o juízo ao meio-termo assim abstémico
-Perante avaliação-comparação -
Prefere solidão e riso anémico
De que viver só algo de epidémico,
Numa fugaz paixão, ou atração...
Que ao certo é compromisso-remedeio
Todo o que na lascívia pura invista...
Enquanto a relação de forte “esteio”
Se der, apenas é, algum receio
De que por pouco tempo, então resista...
Por isso em toda a flama que desponta,
– Em toda a sensação, tipo estupenda –
Há que a química ter-se sempre em conta,
Dando-lhe de aquiescência, a justa monta
P’rá consciência não nos dar contenda!
2010
domingo, 6 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
AMOR - CURATIVO ( ENTRE QUINTA E SEXTA - 2011/03/3 ) Do livro : "DEAMBULANDO POR CAMPOS BIOGRÁFICOS"
AMOR- CURATIVO
Desarmonia, em surtos de derrama
Causam dor ao temente e ao pagão
E a fé num novo verde, panorama
Às vezes, impõe-se à resignação.
Amor que decai, já não se reclama
E há que perspetivar separação,
Para tratar da chaga, que foi chama.
Um tal rasgo - quiçá imperativo
Pode ser o melhor solucionar;
Dando azo a outro amor - bom curativo,
Se ao nível de ideais, se suplantar -
Fá-lo em verdes sonhos, badalar
Convicto, da ventura em decisivo!
2008
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