O GALÃ E A OBESA
Num muito abafadiço mês de Julho
Com a tarde correndo, porém cedo,
Jovem galã - de ouvindo no marulho
Meditava, sentado num rochedo.
Eis que fez dos pertences um embrulho,
No rochedo o deixando e sem ter medo;
E após dado no mar, belo mergulho,
Numa moça notou, sorriso ledo.
E enquanto com o olhar ele a despia,
A par, fez-lhe uma vénia sensual;
Odiando o roupão que ela trazia,
Por velar-lhe o atrativo virtual.
Para despida a ver, como queria
Fingiu curiosidade crua e pura,
E perguntou à moça, se sentia,
Assim uma tão fria temp'ratura?!
Convicta que era mesmo boazona,
Tirou roupãoe pôs fato de banho;
Para abrir a barraca - em boa lona,
Num sorriso-incentivo, a esse estranho.
Depressa eis que ele entrou - e sem vagares,
Licença lhe pediu, p'ra um palpite,
E à moça - a esperar preliminares -
Mandou-a ir tratar da celulite.
2008
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